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Eau de Camille: perfume da Annick Goutal. Eu pedi pro Mário trazer de viagem, confesso que pelo nome. Mas não é que ele é uma delícia? Bem fresco, perfeito para o verão e para depois do banho, de manhã. Como eu acabei de ter bebê, é um aroma tranquilo que não vai incomodar o baby. Tem meio cheirinho de grama molhada, mais cítrico. Aliás, dificilmente um perfume da AG desaponta a gente. Fora a embalagem e o frasco, que são sempre lindos.

Hidratante Fisiogel: não conhecia e foi recomendado pela dermatologista quando eu tive uma alergia durante a gravidez É muito bom, não é grosso, a pele fica super macia (o efeito dura bastante) e não tem cheiro, ou seja, pode logo colocar perfume em cima que não fica aquela mistura doida de aromas. Vende em qualquer farmácia boa. Também tô usando o sabonete líquido deles. Mesmo esquema: sem cheiro e eficiente.

Anti-frizz Lotus Shield Avon: ganhei do Marco Antonio de Biaggi e uso quase todo dia. É um anti-frizz bombado, com um cheiro mto bom. Pode usar depois de lavar para diminuir o volume (e a rebeldia!) ou então com os cabelos secos para ar aquele dar mais sujinho e assentar os fios fora do lugar. Vende nos salões de beleza ou com as vendedoras da Avon!

Lip Glow (Color Reviver Balm) Dior Addict: é um hidratante labial que, à medida que você vai passando, ele vai trazendo à tona o tom natural dos seus lábios. Então fica aquela sensação de hidratação macia, como a de uma manteiga de cacau, mas com uma corzinha saudável.

Éclat Originel Sérum Chanel: é um serum para usar antes do hidratante, de uma a duas vezes por dias. Ele tem partículas que deixa a pele mais radiante, mais viva. O cheiro é aquele cheirinho da Chanel, bem fresco e floral. Não é um efeito da noite por dia, daqueles que vai mudar sua vida, mas ele tira aquele aspecto cansado ou sem vida, dá um up mesmo. Para mim, que estou naquela fase de acordar de três em três horas à noite, é uma dádiva…

Sculptinex, GoodSkin: bom, esse é um creme que ainda estou experimentando. A GoodSkin Labs é uma marca do grupo Estée Lauder e esse produto parece ser babado. Ele promete remodelar os contornos do rosto e promover um lifting instantâneo. Claro que isso não acontece na primeira ou na segunda usada, mas logo no início já dá para sentir a pele mais firme. O aplicador dele, em sistema roll on, é ótimo, ao mesmo tempo que aplica, massageia o rosto. Mais para frente eu dou o veredicto final.

PS: Escrevi o post ouvindo “Close to Me” e “Six Different Ways”, do álbum “The Head on the Door”, do The Cure. Nossa, que bons tempos…

NOTITAS

PARA FICAR DE OLHO

A modelo americana Te’sa Love está conquistando olhares. Ela apareceu durante a London Fashion Week passada e ganhou vários ensaios de moda para revistas britânicas. O visual dela é bem cool mesmo, com os cabelos bagunçados quase brancos. Além de modelar, ela também escreve músicas e dança balé.

BARATINHO, BARATINHO

Uma das marcas mais prestigiosas de sapatos estaria à venda. Este, segundo alguns boatos, seria o caso da Jimmy Choo, grife fundada por Tamara Mellon em 2006, que virou objeto de desejo de mulheres no mundo inteiro. O valor? 500 milhões de pounds…

NA COZINHA

Agora Kate Moss realmente se superou. Dizem por aí que a modelo vai lançar uma linha de geleia. Kate tem uma plantação de ameixas em sua casa de campo. Ela está comprando equipamento e tudo para fazer suas próprias geleias. Diz que ela até pediu dicas de receita para o Jamie Oliver…

Paula e Fernanda

RECOMEÇO

Após dez anos de trabalho, grife Raia de Goeye encerra suas atividades. Paula Raia e Fernanda de Goeye tinham 20 e poucos anos quando lançaram a marca. Hoje, ambas são casadas, Paula é mão de dois lindos meninos e elas sentem a necessidade de migrar para outros projetos. Com certeza irão deixar algumas órfãs, especialmente sua turma de amigas, que usavam tão bem as microssaias e as roupas recortadas da marca. Um momento inesquecível da grife? O desfile no Teatro Municipal, dirigido pelo Alberto Renault.

Lea T nua na “Vogue” francesa

Bonita, alta, magra, exótica. Modelo e personalidade do momento. Assistente de um dos estilistas de mais prestígio da moda internacional. Requisitada por revistas como “Vanity Fair” e “Vogue” francesa. Estrela da campanha da Givenchy. Sonho de qualquer aspirante a modelo? Sim, mas nem tudo isso esconde a solidão que cerca a vida de Lea T, transsex brasileira que está causando.

Desde que ela apareceu na campanha de outono da Givenchy, em abril, o mundo passou a falar dela. Semana passada a Vi Whiteman deu uma materinha na Folha em que Lea não fala do glamour que tem experimentado, mas sim da solidão que vive no dia-a-dia.

Seu sucesso repentino tem servido, ao menos, para gerar mais tolerância em relação às pessoas que passam pelas mesmas transformações que Lea. Apesar da fama, ela ainda sofre preconceito, humilhação, e ainda tem que arcar com os fortes efeitos de remédios e hormônios que toma. “Eu andava na rua, meio sem rumo, cheia de hormônios, com as pessoas rindo pelas minhas costas”, disse a “Vanity Fair” italiana.

Lea nasceu Leandro. Filha do jogador Toninho Cerezo, contemporâneo de Zico Falcão e Sócrates, desde cedo sabia que sua situação não era igual a de seus colegas. Foi quando conheceu Ricardo Tisci, hoje diretor criativo da Givenchy, que ela começou a se sentir mais segura para assumir seu lado feminino. “Nós saíamos para comprar sapatos de drag queen, ele oxigenou a minha sobrancelha, foi uma revelação”.

Campanha da Givenchy; Lea é a segunda, da esq para a dir

Quando Tisci assumiu a Givenchy, contratou Lea como sua assistente e modelo de prova. Imagina só: um homem é a modelo de prova das roupas femininas de uma das mais importantes maisons do mundo. Ela é poderosa ou não? “Ela é uma deusa. É feminina, frágil e aristocrática”, elogia Ricardo.

Sua família não levou muito na boa. Nunca falou sobre isso abertamente e seu pai se irrita sempre que algum repórter o pergunta sobre Lea. “Tenho quatro filhos, sendo que um deles chama-se Leandro”, ele costuma dizer.

Toda essa situação a deixa cara-a-cara com a solidão da transsexualidade. À “Vanity Fair” italiana, ela diz: “Nós, transsexuais, nascemos e crescemos sozinhos. Após a operacão, a gente renasce, mas novamente sozinho. E morremos sozinhos. É o preço que pagamos. Essa é a minha escolha entre ser infeliz para sempre ou tentar ser feliz”. Força, amiga!

A MORTE, A VIDA

foto de elliott erwitt, “newyorkcity”, 1953

Durante a consulta meu telefone toca. Era minha mãe. Como eu já havia falado com ela pouco tempo antes, não atendi e deixei para ligar quando saísse do consultório. Era uma sexta-feira.

- Mãe? Então, o bebê vai nascer logo! Tipo terça agora.

- Ah é? Que bom, filha…

- Vê se dessa vez vc esteja lá na hora que o Mário for mostrar o bebê, hein? Quando a Anouk nasceu não tinha ninguém do meu lado…

- Pode deixar, eu vou sim,

- Você me ligou, mãe? O que você queria?

- Não, nada… Não lembro…

- Bom, então eu vou ligar pro meu pai e avisa-lo do bebê também.

- Cami, liga pro Mário.

- Tá bom.

- Beijos.

- Beijo.

Não entendi porque ligar pro Mário, mas telefonei antes pro meu pai.

- Pai!

- Oi filha.

- Você não sabe!

- Já tô sabendo sim, filha.

- Ué, mas eu não acredito! Acabei de falar com minha mãe e disse que ia te ligar, mas ela já te contou?

- Pois é, filha…

- Que sem graça! Não é uma boa notícia?

- Do que você está falando?

- Ué…

- Você não está sabendo?

- (frio na barriga) Não… O que aconteceu?

- Seu tio Oscar morreu, filha.

-

- O quê?

- Pois é, sinto muito, filhota.

- Peraí, pai. Não tô conseguindo falar, preciso sentar. Já te ligo.

Dois minutos mais tarde:

- Mário, meu tio morreu.

- Eu sei, sua mãe já me contou. Eu ia te ligar e pedir para vc nã atender nenhum telefonema at;e eu chegar ai. Fica calma, estou indo te buscar.

Notícias de morte e vida no mesmo momento. Já no final da gestação, tive que equilibrar/segurar a minha própria tristeza com medo que pudesse afetar de alguma forma o parto e a chegada do bebê. Difícil. Fui ao velório, mas não cheguei perto do caixão. Não fiquei para o enterro nem pude ir à missa de sétimo dia. Despedida pela metade.

Meu filho nasceu quatro dias mais tarde. Diz a cultura judaica que quando alguém da mesma família nasce, é o encerramento do luto. Que assim seja.

Impossível ficar parado ao ouvir a música “Baby I’m Yours”, do Breakbot. Se estiver vendo o clipe então, esqueça. Em segundos você estará estalando os dedos, mexendo os pezinhos e jogando o cabelo. Foi uma dica do meu amigo Thiago Ferraz, que sempre tem ótimas coisas de novo para mostrar.

Breakbot é um projeto francês, dos bons, que faz um som dançante e com uma pegada 70’s em muitas de suas músicas. O primeiro EP saiu pelo selo Ed Banger, que também tem Justice em seu catálogo. E o clipe de “Baby…” é uma colagem de aquarelas feitas em cima de movimentos reais. Incrível.

Bom, chega de blablabla, ouve aí, é mto bom e do bem.

http://www.youtube.com/watch?v=6okxuiiHx2w

FOTO E POESIA

Conheci Hermano Silva há muitos anos, quando ele ainda era estudante e eu trabalhava com a Erika Palomino. Lembro que ele já tinha total noção do quem é quem da moda e conseguia entrar em todos os eventos, falar com todo mundo, mostrar seu trabalho, etc. Quando terminou a faculdade, engatou trabalhos com Gloria Kalil e depois na revista Poder, da Joyce Pascowitch. Ele foi morar em Londres, de onde está colaborando comigo para a revista Moda. Mas eu não sabia que ele fotografava! Descobri essas imagens no blog dele, The Gentleman, e me encantei. Nessas fotos eu vejo dedicação e amor. E muito bom gosto!

Se a barriga está redonda é porque é menino.

Se você não inchou é porque é menino.

Não dá para ver no ultrasom? Então é uma menina.

Você está bonita, então só pode ser um menino.

Você enjoou? Então é uma menina.

Se seu cabelo já está caindo é porque é um menino.

Nossa, sua barrga está grande… Será que não são dois?

Galeria True Rouge

Se ainda não foi, arrume a malinha e vá passar um fim-de-semana em BH para conhecer esse espaço maravilhoso que é Inhotim. Além de ser um museu de arte contemporânea a céu aberto, ele acaba de ganhar o título de Jardim Botânico, merecidamente, com suas milhares de espécies de plantas e paisagismo impecável.

Para começar, é um lugar de nível altíssimo. Imagino que qualquer gringo que visite esse espaço fique de queixo caído, pois tem natureza exuberante com obras de arte no meio. O serviço também é de primeira, com um restaurante delicioso, um café gostoso perto da entrada, arquitetura de ponta e monitores jovens, que vêm da região de Brumadinho, e bem informados.

Pavilhão Adriana Varejão


É assim: Inhotim é uma fazenda que virou instituição cultural. Um pouco inspirado na Bienal de Veneza (na minha opinião), ele tem galerias instalações e obras espalhadas pelo espaço. Você vai seguindo uma trilha para conhecer todas as galerias e pega um carrinho tipo daqueles de golf para chegar às obras de difícil acesso (leia-se subida ou no meio da mata).

O pavilhão da Adriana Varejão é um dos mais lindos, com um espelho d’água turquesa refletindo sua arquitetura minimalista. Há também pavilhões feitos para artistas como Cildo Meirelles e Matthew Barney e ainda obras de Tunga, Oiticica, Amilcar de Castro e Yayoi Kusama, entre muitas outras.

Um dos bancos feitos de troncos de madeira para uma pausa no meio do caminho

É um passeio delicioso, para ser feito com calma. Eu saí do avião em BH, aluguei um carro no aeroporto e fui direto pra Brumadinho, a cidadezinha onde Inhotim está locadlizado. Em 40 minutos você chega. Almocei lá e por volta das 17h fui para o hotel (tem várias pousadinhas charmosas na região). No dia seguinte voltei para ver o que faltava, já com as malas no carro e de lá já fomos direto pro aeroporto.

Os highlights:

1) The Murder of Crows, de Cardiff & Miller

2) Sonic Pavilion, de Doug Aitkin

3) Obra Narcissus Mirror, de Yayoi Kusama

www.inhotim.org.br

MALCOLM

 

McLaren em frente a sua loja Sex

O produtor e músico britânico Malcolm McLaren, inventor dos Sex Pistols e uma das mentes mais criativas da história da música, morreu hoje (07.04), aos 64 anos. Malcolm morava em NY e lutava contra um câncer há muito tempo.

Nos anos 70 ele namorava Vivienne Westwood e com ela abriu uma loja de roupas em Londres chamada Let it Rock, que depois passou a ser chamada Sex. Enquanto ele agenciava os Pistols, Vivienne cuidava do figurino da banda. Quem imaginava que por trás da pouca roupa rasgada dos meninos estava o toque de uma stylist…

Camiseta criada por Vivienne e McLaren nos anos 70

Antes de formar o SP, ele foi empresário do grupo americano New York Dolls, outra banda punk cult da época. Na sua volta, juntou os Pistols e com eles, detonaram o movimento punk na Inglaterra.

Mas Malcolm fez muito mais do que isso. Esteve sempre um passo a frente. Apostou no hip hop quando ninguém dava muita bola, lançou um álbum inspirado no vogue muito antes de Madonna. O álbum “Paris”, de 92, é um clássico e tem participações de Catherine Deneuve e Françoise Hardy. Entre as minhas preferidas estão a linda “Paris Paris”, “Miles and Miles of Miles Davis” e “Who the hell is Sonia Rykiel?”.

Malcolm faleceu no mesmo dia do aniversário de Westwood.

SÓ PARA GRÁVIDAS

Pintura do artista Steve Gribben
Olha, como é difícil achar uma lingerie que preste quando você está grávida. As marcas acham que a gente quer andar por aí trubufu, com aquelas alças de sutiã gigantes e cor da pele, com aquelas calcinhas enooormes??? Tudo bem que a gente precisa de peças com tecido duplo, que dêem mais sustentação, mas precisa ser tudo tão careta, sem graça e, sendo bem clara, feio?

Hoje fui a quatro lojas (Scala, Hope, Sedutti e Jogê) no shopping Higienópolis que vendiam lingerie para mulheres “normais” e tinham algumas peças para mulheres grávidas. Enquanto nas araras das normais havia uma infinita gama de cores, estampas e modelos, a linha das grávidas tinha: uma calcinha pós parto nas cores branca ou pele, uma calcinha “cintura alta” nas mesmas cores e um modelo de sutiã marrom show de horror.

Na Jogê fui mais feliz e achei umas super bonitinhas, de algodão com detalhes de renda, bem delicada e de um tamanho ok para uma barriga de cinco meses. Mas cada uma sai 50 reais. Achei um exagero, mas acabei levando uma pela falta de opções.

A mesma coisa acontece com roupas. Por sorte ainda estou usando as minhas, mas quando chega perto dos oito meses, o negócio aperta e não encontramos nada de muito legal.

Na Le Look, loja da Regina Herchcovitch, tem coisas legais para grávida. De resto é achar roupas mais amplas daquelas one size fits all… É um bom alô para o mercado, que deixa de faturar um $, já que quase toda mulher no planeta engravida em algum momento.

Se alguém tiver sugestões e dicas, sejam bem vindas!!

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